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Serviços de turismo em Curitiba: fiz o teste

Terra à vista! (Não, eu não fiz uma viagem de navio, usei essa expressão apenas de enfeite mesmo, me desculpem).

No entanto, viajar – seja de navio ou qualquer outro meio – é bom e todo mundo gosta, certo? Agora, o que ninguém gosta, é de não encontrar alternativas supimpas para conhecer os pontos turísticos dos destinos que visitamos.

Ter à disposição serviços funcionais de turismo é sempre um alívio para qualquer aventureiro que se dispõe a desbravar locais desconhecidos, e foi justamente pensando nisso que fui convidado pela Special Paraná para avaliar os serviços de city tour disponíveis aos turistas que aportam aqui em Curitiba.

A ideia é ajudar você, turistão lindo e amado ♥, a escolher a melhor maneira de conhecer a nossa cidade, e nada melhor do que uma experiência real para ajudá-lo na escolha, não é mesmo?

Então, bora conhecer as alternativas que eu experimentei? Já adianto que foi divertido! Antes de tudo, separei uma foto com o meu kit de sobrevivência para turistas.

kit-sobrevivencia

Em linhas gerais, os itens são poucos, mas muito úteis! Você basicamente precisará de: 1) um guarda-chuva, afinal, estamos falando de Curitiba, e por aqui tudo é possível climaticamente falando; 2) uma carteira, de preferência com dinheiro ou cartões com dinheiro, porque, né? Nada é de graça – principalmente quando turistamos; 3) óculos de sol, mas isso só porque estava um dia lindo; 3) protetor solar, porque Pedro Bial já nos aconselhou sobre isso; 4) um moleskine para anotações, caso você precise fazer anotações, óbvio; 5) uma fruta de sua escolha, para garantir que o seu estômago não sofra até a hora da próxima refeição – tá, você pode levar um club social também, ok.

Linha Turismo em Curitiba

Este serviço é oferecido via ônibus de dois andares, onde você pode escolher o seu assento de acordo com a disponibilidade na hora, ou seja, se você quiser ir em cima, pode! Se não quiser, também pode. Não existe guia neste caso, mas os ônibus contam com uma gravação que explica um pouco dos locais pelos quais o veículo passa – mas às vezes a voz não funciona, aconteceu comigo.

Nesta opção, o turista pode descer em, no máximo, quatro pontos, sendo que o reembarque na linha acontece a cada meia hora – tempo que o próximo ônibus turismo leva para chegar ao ponto em que você desceu.

Eu desci no Jardim Botânico (nossa, Igor, mas você não conhecia ainda? Claro que eu conhecia, mas estava fingindo ser um turista e, como tal, lá é parada obrigatória); desci também no Tanguá, porque aquela vista, olha, tá de parabéns!; no teatro Ópera de Arame, e na Torre Panorâmica. Em linhas gerais, se você não se ligar, pode não entender muito bem onde entra no parque ou para que lado ficam os pontos que realmente importam no local, mas se você é um turista de longa data, sabe que essa sensação de estar perdido sempre aparece, né? Então, tudo bem.

Pontos positivos:

  • Você pode viajar lá em cima e dar risadas quando o trajeto for meio sinuoso e o movimento do ônibus fizer você se sentir em um touro mecânico, como neste vídeo que eu gravei;
  • Você pode conhecer duas gaúchas e um carioca super legais, e descobrir que ele foi finalista do programa The Voice Brasil. SIM, ACONTECEU COMIGO TAMBÉM!;
amigos-linha-turismo

Amigas gaúchas queridíssimas que conheci na linha turismo, o carioca maravilhoso, Pedro Lima, finalista do The Voice Brasil, e eu de amarelo parecendo um cheetos bola.

  • Você é o dono da sua vida e decide onde descer.

Pontos negativos:

  • Como eu citei, às vezes a voz gravada que serve como guia não funciona, daí você fica meio sem saber do que se trata o local por onde você passou;
  • Corre o risco de algum dos ônibus estar lotado em algum momento, o que fará com que você tenha de esperar o próximo – e eu odeio esperar quando quero turistar e o tempo é escasso. Ah, e corre o risco do ônibus atrasar um pouco também;
  • Você tem um limite máximo de pontos para visitar. Cada viagem permite que você conheça apenas 4 lugares. Se você quiser conhecer mais, terá de pagar uma nova taxa.

Serviço em grupo com motorista

Eu estava bastante ansioso para experimentar esta modalidade, que é aquele passeio regular que os hotéis costumam recomendar para os hóspedes, mas, apesar da minha vontade, as coisas não deram muito certo. Infelizmente, a empresa que o disponibiliza não conseguiu atender as minhas expectativas – e como este texto é uma avaliação dos serviços que conheci, precisarei conversar com vocês sobre isso.

No site da empresa em questão – que não citarei o nome, porque o objetivo deste texto não é acabar com o sonho de ninguém -, encontrei um número para atendimento via WhatsApp, o que eu adorei, porque adoramos poder resolver tudo via Whats, não é mesmo? Entretanto, não foi bem assim que aconteceu. Vou colocar o print do meu primeiro contato com a empresa para vocês entenderem o processo.

contato-regular

Este contato aconteceu no dia 13 de abril, e, além de não ter algumas das minhas perguntas respondidas, demorei quase três semanas para conseguir agendar realmente o passeio.

No entanto, sou daquele tipo de pessoa que não desiste, que faz de tudo, que esgota as possibilidades e, hoje, 2 de maio, data em que redijo este relato, finalmente consegui! Após várias tentativas telefônicas e via Whats também, às 09h a van veio me buscar – e às 09h01 ela foi embora sem me esperar. AHAM!

Fui até a panificadora ao lado de casa para comprar uma garrafinha de água e, neste UM MÍSERO MINUTO, a van foi embora. Fiquei bem chateado e liguei para o motorista que disse: “olha, agora vou demorar para voltar”. Chorei? Claro que não – mas poderia se eu fosse um pouco mais sensível RISOS. Esperei 30 minutos até que ele retornasse, e ele retornou.

Não gostei da van, e não sei se apenas esta é utilizada. O motivo do desgosto é que os bancos são altos e as janelas tinham cortinas que, mesmo abertas, impediam que eu visse a rua. Olhem a foto da minha visão turística.

vista-interior-van

Pois é!

Pontos positivos:

  • Você pode descer em mais pontos que a Linha Turismo, mas não é você que escolhe, porque o roteiro é pré-definido;
  • A van te busca e te deixa no endereço que você indicar, o que é mais confortável e seguro;
  • O veículo tem ar quente e frio, o que pode salvar a sua vida dependendo da época do ano que você esteja visitando a cidade.

Pontos negativos:

  • Comunicação com a empresa para agendar o serviço foi terrível;
  • A van me abandonou depois do meu atraso de UM MINUTO;
  • O veículo não permite que você tenha uma vista boa dos trajetos que percorre, diferentemente da Linha Turismo;
  • O motorista não possuía identificação de guia registrado, então jamais saberei se as informações que ele me deu eram verdadeiras. Além disso, guia de turismo é uma profissão regulamentada pela Lei Federal 8.623/93, sendo um direito seu ter um guia o acompanhando durante o passeio.

Serviço privativo e com guia

Eu não fazia ideia de que esta modalidade existia até a Special Paraná me apresentar. Quando você opta por este serviço, um guia especializado vai até o endereço que você solicitou, o busca e faz um tour com você pelos pontos turísticos que você escolheu previamente ou indicado pela empresa. Eu desci no Centro histórico, no Jardim Botânico, no Parque Tanguá, no Memorial Ucraniano e na Torre Panorâmica – e tudo com muita calma e tranqüilidade, sem pressa, no meu tempo, respeitando o meu corpinho já cansado.

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Quem me buscou foi a Babete, A MELHOR PESSOA DO MUNDO. Às 9 horas da manhã em ponto, conforme combinado, ela estava no endereço que solicitei. Imediatamente entramos no Citroen C4 que ela dirigia e que possuía AR CONDICIONADO – um verdadeiro abraço materno em dias de calor absurdo como o que eu enfrentei, ou de frio absurdo, afinal, lembrando de novo: ESTAMOS FALANDO DE CURITIBA!

Assim que entrei no carro ela me recepcionou com um kit especial oferecido pela empresa. Nele eu encontrei cupons de desconto para diversos estabelecimentos da cidade, como restaurantes, bares e cafés; um guia de Curitiba com os principais pontos turísticos; um pinhãozinho fofo – a Babete me explicou o porquê do pinhão; e um pãozinho de mel delicioso, que não está na foto por motivos de que não aguentei e comi.

kit-special-parana

Seguimos então para o trajeto e, acreditem, a viagem foi uma verdadeira aula de história. Cada detalhe importante dos pontos pelos quais passamos foi comentado didaticamente, fazendo com que eu compreendesse exatamente tudo, o que é muito importante para turistas de verdade – o que eu não era na ocasião. Além disso, a Babete é uma guia credenciada, o que garante mais credibilidade para as informações que recebi.

Ah, aproveito o gancho para pedir desculpas à Babete. Eu tive de mentir para você que eu morava em São Paulo e estava aqui turistando, me desculpe! Mas é que uma avaliação só seria verídica se os outros envolvidos não soubessem que eu estava avaliando, né? De qualquer maneira, você está aprovadíssima, muito obrigado pela experiência.

Visitamos juntos vários lugares e tudo foi incrível. Gostei tanto que registrei este contato com uma selfie – com a Babete. ♥

selfie-beti

Pontos positivos:

  • Você escolhe o trajeto, você manda!
  • Você recebe uma verdadeira aula de história e descobre TUDO que o roteiro turístico apresenta sobre a cidade;
  • O ar condicionado te salva em dias de calor e de frio;
  • Você não precisa esperar para ir ou vir de qualquer parada que você fez. 

Pontos negativos

O único ponto que eu posso destacar aqui – e eu nem o chamaria de negativo, porque se trata exclusivamente de um estilo pessoal -, é que nesta modalidade você não tem aquele contato com outros turistas, o que sempre acontece quando você escolhe desbravar autonomamente. No entanto, isso é um estilo pessoal, porque no quesito conforto e praticidade, com certeza o serviço está de parabéns. Ele merece! Ele merece!

Observações gerais

A avaliação acima foi encomendada pela Special Paraná e todas as informações contidas neste texto são verídicas e representam exclusivamente a opinião deste redator que vos fala.

Além disso, em todos os momentos a Special Paraná solicitou que eu me comportasse como turista para a guia que me buscasse, porque eles queriam obter um depoimento real e verdadeiro sobre o serviço que oferecem.

Dito isso, vamos viajar?

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Igor Francisco é redator publicitário. Atualmente desempenha a função de redator-chefe em uma agência de comunicação de Curitiba, é residente artístico no Ateliê SOMA Galeria e também desenvolve projetos como repórter e mídia do portal Curitiba Cult.

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