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Pirata Zulmiro – a lenda se tornou real!

Pirata Zulmiro

Desde a época da faculdade de Turismo na UFPR, quando fazíamos passeios guiados para conhecer melhor sobre o patrimônio da cidade, ouvia falar no tal do Pirata Zulmiro, que teria um tesouro enterrado em Curitiba e que assombrava o Setor Histórico. Às vezes, a narrativa  se mesclava com os túneis secretos dos jesuítas, mas ficava no imaginário como lenda urbana. Afinal, como assim? Um pirata em Curitiba, tão longe do mar?

Para nossa sorte, há curiosos neste mundo. O pesquisador Marcos Juliano Ofenbock é um deles. Pesquisou sobre os túneis de Curitiba, escreveu um livro infanto-juvenil sobre o Pirata Zulmiro e se sentiu desafiado a provar que havia verdade atrás da lenda urbana do pirata.

A Special Paraná recebe pessoas do mundo todo desde 2007 e quando ouviu uma entrevista do Marcos Juliano sobre o lançamento de um livro com muitos fatos que comprovavam a existência do Pirata Zulmiro, tive que conhecê-lo! Afinal, que história incrível para contar para nossos queridos clientes!

É muito bacana quando a realidade supera a ficção! E pensar que um pirata de verdade, o último pirata clássico daquela época – morou por décadas e morreu em Curitiba, é simplesmente fantástico! A história é longa e merece ser lida, mas vou resumir aqui.

Francis Hodder nasceu em 1798 Cork em uma família bem abastada e influente na época. Estudou no Eton College (o mesmo frequentado pelos príncipes William e Harry) e ingressou na marinha britânica. O rapaz estava acostumado a mandar e em determinado momento se desentendeu com seu superior e acabou ferindo-o de morte na Ilha de Bermuda, no Atlântico. A punição seria sua morte, mas sua fuga foi facilitada e ele acabou virando um temido pirata e assumiu o nome de Zulmiro!

Escondia sua nacionalidade – achavam que fosse grego – e acabou se unindo a dois outros temidos piratas: Zarolho e José Sancho. Foram responsáveis por muitas pilhagens e roubos famosos, como o da catedral de Lima. O Peru era na época o “Eldorado” na América do Sul e exportava suas riquezas para o mundo todo.

Os piratas esconderam este grande tesouro na pequena e inacessível Ilha da Trindade, no litoral capixaba e acabaram se separando. Zarolho foi preso, escapou e virou marinheiro antes de morrer na Índia. José Sancho foi executado. Do trio, restou Zulmiro. Ele foi preso e novamente conseguiu escapar na costa brasileira com a ajuda de um antigo colega de estudos. Mas havia uma condição: se afastar definitivamente dos mares.

E assim o Pirata Zulmiro veio parar em Curitiba e se tornou João Francisco Inglez. Comprou uma propriedade no bairro do Pilarzinho, uma escrava (na época valia aprox. R$ 300.000) e viveu de maneira discreta e humilde até morrer aos 90 anos e ser enterrado no Cemitério Municipal de Curitiba.

Teve 4 filhos com Rita (ex-escrava) e ao que tudo indica, não teve uma atividade econômica. Teria provavelmente vivido de uma parte dos tesouros que escondeu mais próximo à Curitiba, talvez na Ilha do Cardoso, que também era esconderijo para piratas.

A história do Pirata Zulmiro ficaria para sempre esquecida se ele não tivesse conhecido o também britânico Edward Young Stammers. O jovem Edward tinha vindo trabalhar em Curitiba e ouviu falar de um conterrâneo seu que morava recluso e era conhecido como “velho do mato”. Curioso, foi visitar e se tornaram amigos. O João Francisco já era idoso, mas Edward notou que se tratava de alguém de fino-trato, bem-criado e educado. O velho fez o jovem prometer que não contaria sua história a ninguém enquanto ele estivesse vivo e assim foi.

Edward ouviu as histórias do Pirata Zulmiro e recebeu instruções sobre o local do tesouro. Anos mais tarde, já casado, com filhos e morando no Rio de Janeiro, leu uma publicação sobre o pirata Zarolho, que teria descrito a mesma coisa para um capitão inglês antes de morrer na Índia. Ou seja, a história se confirmava! Como João Francisco já tinha falecido, ele poderia procurar agora o tesouro!

Para conseguir quem financiasse uma expedição, a ideia de Edward foi escrever sobre o Pirata Zulmiro e sobre o tesouro para o Jornal do Brasil em 1896. Uma série de cartas foram publicadas sob um pseudônimo e acabaram chamando a atenção de pessoas má-intencionadas que invadiram a casa de Edward atrás do mapa e acabaram assassinando-o.

As cartas de Edward e outros relatos do tesouro motivaram uma série de expedições à Ilha de Trindade. Até hoje nada foi encontrado. As aventuras dos piratas continuam na imaginação e inspiraram livros e filmes em todo o mundo.

O Pirata Zulmiro escolheu Curitiba, que nos idos de 1800 era apenas um povoado, para viver uma vida pacata e terminar seus dias em paz por aqui. Descendentes seus relatam que seu tataravô teria se escondido no Brasil para não ser condenado à morte por ter assassinado um conterrâneo. Ou seja, as peças se encaixam!

Hoje os fatos vão substituindo a lenda! A região onde morava o Pirata Zulmiro é hoje a Unilivre, a Casa do Burro Brabo – onde Edward ficou sabendo da existência do conterrâneo -ainda existe e fica no Bacacheri. Crianças de nossa cidade tomam gosto pela leitura ao se interessarem pelas aventuras do pirata. O restaurante Tortuga hoje tem a temática pirata. E nós temos mais histórias para contar!

O livro “A Verdadeira Ilha do Tesouro” de Marcos Juliano Ofenbock relata detalhadamente as aventuras do Pirata Zulmiro e as buscas feitas para encontrar o tesouro. Pode ser comprado nas Livrarias Curitiba e nas lojas Curitiba sua Linda.

Mas você também pode ganhar seu livro. Basta reservar passeios conosco no valor mínimo de R$ 2.000. Que tal levar o livro autografado pelo autor como lembrança?

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Bibiana Antoniacomi

Bibiana Antoniacomi

Meu nome é Bibiana Antoniacomi, sou turismóloga, mãe, curitibana e fundadora da Special Paraná Turismo Receptivo.

Recebemos pessoas do mundo todo em Curitiba desde 2007 - somos uma agência de turismo especializada na nossa região.

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