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Detox digital para a família

Se a tecnologia faz parte integrante de seu dia a dia, quero apresentar a ideia do Detox Digital para você. Antes, responda para si mesmo as perguntas abaixo.

  • Quantas vezes você precisa chamar seus filhos para que eles te respondam, quando estão no celular, game ou computador?
  • Quantas vezes seus filhos precisam te chamar, para que você dê plena atenção à eles, em situações semelhantes, ou mesmo em frente à televisão?
  • Qual foi a última festa em família em que todos conversaram, pais, filhos, tios e netos, sem a interferência de games e celulares?
  • Qual foi a última reunião de amigos que você foi, em que a conversa não foi interrompida para ver mensagens, acessar e-mails ou ações semelhantes?
  • Quando conversa com seu filho, com o companheiro, olha para a pessoa e está sendo vista pelo outro? Qual é a sua sensação quando alguém está conversando com você e olhando para o game, celular ou televisão? É prazerosa?
  • Você deixa seus filhos se isolarem no mundo digital, ou busca momentos para uma verdadeira interação? Conversar, passear, discutir assuntos profundos, divertir-se junto? Com qual frequência você ou seus filhos interagem com amigos?
  • Quantas horas por dia você consegue ficar sem celular? Consegue se imaginar viajando para algum lugar sem internet, Wi-Fi e televisão? Qual é a sensação que você tem, só ao pensar nisto?

detox digital familiar

Questionamos também porque podemos chegar a substituir relações reais e ricas com quem amamos e apreciamos, por horas em frente ao computador, game, televisão. Percebemos como corremos o risco de perder relações maravilhosas com nossos filhos, amados e amigos, e começamos a pensar nos benefícios do Detox Digital Familiar.

O que descobri, quero agora partilhar com você. Vamos refletir juntos sobre este tema.

O progresso é inexorável

Já ouviu esta frase?  “Ninguém pode frear a marcha do progresso”, é o que dizem os entendidos. Se olharmos para os últimos 200 anos, desde a revolução industrial, aonde máquinas começaram a substituir o trabalho manual, teremos de concordar.

De máquinas simples a complexos computadores; facilidades diárias como máquinas de lavar, secar, microondas, televisão, até robôs que operam pessoas, com um médico guiando seus braços à milhares de quilômetros de distância, é impressionante nosso avanço tecnológico.

Nas últimas décadas, os recursos digitais cresceram de forma assustadora, se comparados com a evolução da tecnologia desde as primeiras indústrias. A criação da internet, em 1991, nos possibilitou entrar em contato com milhares de informações. Música, filmes, notícias em tempo real, games, redes sociais, estudos on-line, bate papo com qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo…

É realmente tentador ligar-se ao mundo digital, e desfrutar de todos estes recursos. E o nosso cérebro é atraído por isto. Vamos entender como.

O cérebro é um órgão virtual

Médicos e pesquisadores afirmam que os jovens e adultos podem se viciar com o mundo digital. Os estímulos sensoriais intensos atraem nosso sistema nervoso. Norman Doidge, autor do livro “O cérebro que se transforma” (editora Record), fala das pesquisas de vários médicos, relativas à interação do nosso cérebro e os meios eletrônicos:

A mídia eletrônica é uma extensão de nosso sistema nervoso: o telégrafo, o rádio, o telefone, estendem o raio de ação da audição humana, a câmera de televisão estende os olhos e a visão, o computador estende a capacidade de processamento de nosso sistema nervoso central. McLuhan afirmava que o processo de extensão do nosso sistema nervoso também o altera” (pagina 329).

Experiências mostram que as interações com games, videoclips, vídeos, estimulam a liberação da dopamina – o neurotransmissor responsável pela sensação de recompensa e satisfação. Da mesma forma, quem é viciado em jogos digitais e redes sociais, mostra sinais de outros vícios: “anseio quando param, descuido de outras atividades, euforia quando estão no computador e uma tendência a negar ou minimizar seu verdadeiro envolvimento”(página 328).

O ritmo dos games, videoclips, televisão, são muito mais rápidos do que o que se desenrola na vida real. Isto cria uma necessidade no cérebro, de que o que ocorre no dia a dia seja mais rápido também. Mas nossa vida não tem cortes, edições de photoshop, panorâmicas e trilha sonora. Para o cérebro que se acostuma com estímulos cada vez mais fortes e rápidos, o ritmo da vida pode parecer “sem graça”.

E é aí que o toque no celular, de uma nova mensagem na rede social, o aviso do novo vídeo no canal X do Youtube, ou a expectativa da continuação do filme na TV, podem ser mais interessantes e chamativos do que uma boa conversa ou um passeio no parque, por exemplo. Acredite: eles causam palpitações e aceleram o nosso ritmo cardíaco!

O nosso sistema nervoso pode se tornar parte de um sistema eletrônico maior. Não é à toa que as pessoas ficam perdidas e irritadas quando o computador não funciona, ou quando esquecem o celular. Doidge fala sobre isto: “À medida que usamos a mídia eletrônica, nosso sistema nervoso se estende para fora e a mídia se estende para dentro”.

Também o pesquisador McLuhan fala sobre isto: “ Hoje, depois de mais de um século de tecnologia elétrica, estendemos nosso sistema nervoso central em um abraço global, abolindo espaço e tempo no que diz respeito ao nosso planeta.”

Ou seja, nosso sistema nervoso é plástico, e pode se integrar com um sistema eletrônico! Mas não podemos esquecer: fazemos parte de um ecossistema real, que é o nosso planeta, e a natureza com tudo o que dela faz parte.

Vida virtual e vida real

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Ao mesmo tempo que as tecnologias se aprimoram, o relacionamento entre as pessoas torna-se fragilizado, superficial. Reuniões de amigos, negócios e de família tornaram-se ambientes impessoais, com a clássica cena de “todo mundo vendo o celular”. E já sabemos o motivo: o cérebro é um órgão virtual…

Longe da interação olho a olho, e mais preocupados em verificar o mundo digital, jovens e adultos levantam muros entre si. Num mundo aonde o virtual deveria servir para aproximar e otimizar o uso do tempo a nosso favor, estes recursos hipnotizam e nos desviam das relações reais, diárias e afetivas. É neste contexto que começamos a falar do Detox Digital. Se, por exemplo, nos entupimos de comida gordurosa, calórica, precisamos comer alimentos mais saudáveis e leves, para não sobrecarregar o sistema digestivo, com um “detox alimentar”.

Da mesma forma, precisamos aprender a desintoxicar nossa mente de tantos estímulos que recebemos no mundo digital. Desacelerar o ritmo é salutar para nosso equilíbrio mental, das funções do corpo e também para cultivar os relacionamentos pessoais profundos e verdadeiros.

Voltar a apreciar o ritmo da vida é o chamado Detox Digital. Ainda que o cérebro seja uma máquina virtual, ou que seja maravilhoso tudo o que a tecnologia nos proporciona, não podemos substituir um ser humano por uma máquina.

A ilusão da importância do mundo virtual

Para o nosso cérebro, não existe diferença entre o que acontece no mundo real e no mundo virtual. Parece mais fácil falar pelo Whatsapp, e ver a vida dos amigos e da família através do Instagram ou do Facebook.

Achamos que “emojis” podem substituir as risadas reais, e o bem que isto causa à nossa fisiologia. Ou que as curtidas nas publicações mostram como somos relevantes na vida dos outros. Na verdade, se sumirmos das redes sociais, ninguém notará. Porque não são criados laços afetivos reais nestas interações.

O virtual é uma ilusão. Por este motivo nos sentimos vazios, insatisfeitos, e a vida parece não fazer sentido, se ficamos ligados somente no mundo digital – e quando estamos dependentes, se estamos fora deste mundo!

Muitas vezes carregamos o celular o dia inteiro, com a desculpa de “estarmos à postos” e correr para qualquer emergência com um filho, por exemplo. Mas, ao chegarmos em casa, de nosso trabalho, não damos espaço para esta criança se manifestar, e continuamos interagindo na rede social, enquanto ele fica assistindo desenho animado…

Precisamos nos lembrar que somos seres humanos, e fazemos parte da natureza. A relação humana é feita de interações reais com outras pessoas, e também com o meio em que vivemos.

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Da mesma forma que sentimos as máquinas como extensões de nós mesmos, num passado não tão distante, sentíamos a natureza como extensão de nós. Ansiávamos por ver o mar, ou ver montanhas, árvores, flores. Estávamos ligados com os benefícios de fazermos parte da natureza.

A natureza e as pessoas que nos cercam são reais. Ainda que possamos interagir através do mundo digital, os relacionamentos relevantes se constroem com situações marcantes, que ficarão guardadas em nossa memória afetiva.

O mundo digital pode ser rápido, cheio de estímulos. Mas é interagindo com a natureza, seguindo o ritmo das estações, de plantar e de colher, de cada onda no mar, da água que corre no rio, que nosso espírito se satisfaz.

Mas como fazer para a nossa vida ser novamente interessante, e nossas relações pessoais ricas e profundas?

O Detox Digital Familiar

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Vez ou outra ouvimos falar de grupos de amigos que proíbem o celular em suas reuniões. Alguns recolhem todos os celulares, e só são devolvidos ao final do jantar, por exemplo. Outros propõem que se um dos presentes pegar o celular, paga a conta da mesa toda. É uma forma lúdica de se afastar um pouco da tentação do mundo digital, e mergulhar em relações de amizade por algumas horas.

O Detox Digital Familiar tem uma proposta semelhante. Durante um final de semana, desligar o celular, deixar o laptop e games em casa, e ir para algum lugar com a natureza pedindo para ser desfrutada.

E se está pensando que isto pode ser tedioso, engana-se. Queremos proporcionar esta oportunidade de Detox Digital Familiar para várias famílias, com algum vínculo comum. Podem ter filhos na mesma escola. Talvez fazer algum esporte juntos. Ou frequentar o mesmo círculo religioso. Não importa.

Queremos criar um tempo de qualidade, com interação verdadeira entre todos, e em contato com a natureza. Criar boas memórias, que estreitem laços, e enriqueçam nossa vida. Será um final de semana cheio de atividades em meio a natureza, com monitores/recreadores no comando das atividades.

A oportunidade será dupla: durante um final de semana de Detox Digital, além de aumentar a interação familiar, temos certeza de que novas amizades serão formadas, ou estreitadas através desta vivência. Conhecer novas pessoas durante dois dias, criar uma “rede social” ativa e real. Aqueles que participarem conhecerão os pais dos colegas de seus filhos, e poderão também estreitar laços, fazer amizades e criar uma comunidade família-escola mais próxima.

Com a vida em grandes cidades, a tendência é de isolamento e a pobreza sensorial acaba sendo compensada pelos estímulos fortes que o mundo digital proporciona. Precisamos voltar a conectar nosso cérebro com a natureza, através dos cinco sentidos: visão, tato, olfato, audição, paladar.

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Para isto, a proposta é trazer brincadeiras lúdicas com a participação de todos, para reviver este contato e ter vivências fora de casa – e principalmente fora do mundo digital.  Faremos um pernoite num hotel de campo próximo à Curitiba, para que o deslocamento seja rápido e fácil, e as famílias possam aproveitar cada minuto desta experiência incrível!

O convite está feito, para uma vida mais rica, com brilho nos olhos e lembranças reais. Quem quer vir para o Detox Digital Familiar, entre em contato conosco! Para saber como é um Detox Digital para a Família, clique aqui.

Texto: Ana Claudia Marques