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Canyon Guartelá: o 6º maior do mundo fica no Paraná e perto de Curitiba

Canyon Guartelá: o 6º maior do mundo fica no Paraná e perto de Curitiba

Fotos Canyon Guartelá: Special Paraná

Se você é apaixonado pela natureza e por todas as energias que ela nos oferece ou é também um praticante de ecoturismo, você precisa ler esse post até o final! Vamos falar sobre um atrativo natural, perto de Curitiba – então se você está planejando sua viagem para cá ou mora aqui na região, fique de olho nessa dica! – que com certeza irá te surpreender, não só pelas deslumbrantes paisagens que esse roteiro proporciona, mas por toda a história de sua formação.

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Logo no começo do passeio o visual já é inspirador! Vamos lá?

O Canyon Guartelá fica no município de Tibagi, a aproximadamente 200 km de Curitiba, e pode ser considerado o 6º maior cânion do mundo, levando em conta sua extensão de 30 km e desníveis de até 450 m. Assim, o Parque Estadual do Guartelá protege uma área importante de patrimônio natural e arqueológico da região.

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 As formações rochosas ao longo do Canyon Guartelá deixam a paisagem ainda mais característica e interessante

O canyon é uma garganta formada pelo Rio Iapó que para escavar rochas se aproveitou de falhas e fraturas geológicas. É como um registro da separação da América do Sul e África e nascimento do Oceano Atlântico Sul, o que ocorreu no período Mesozóico, era dos dinossauros! Em toda sua extensão encontra-se uma biodiversidade típica e marcante dos Campos Gerais, muito semelhante ao cerrado, além das formações rochosas. Você irá contemplar também paisagens muito bonitas durante o caminho até lá, na estrada de Curitiba para o canyon. Um tipo de vegetação bem diferente do que se encontra no lado oposto dessa região, no litoral e na Serra do Mar Paranaense com a exuberante Mata Atlântica, mas igualmente bonita e bem característica.

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 Na primeira foto é possível ver o pedaço da trilha restrita em que estão as pinturas rupestres. Repare também na vegetação do canyon!

Guarda-te lá, que eu aqui bem fico!

A explicação sobre a origem do nome do canyon existe em várias versões. A mais conhecida, e que você encontrará até na entrada do parque, é a que conta sobre um morador da região que ao saber dos ataques de índios Kaingangues mandou avisar seu vizinho e compadre sobre os ataques e alertou: “Guarda-te lá, que eu aqui bem fico”. A região, então, recebeu o nome de Guartelá, e muito se especula sobre o significado do termo. Certa vez, um guia de turismo que trabalha conosco nos contou outro significado: em guarani, “Guartelá” significa parede de pedra. O que também faz muito sentido e ao visitar o canyon você irá descobrir o motivo!

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Em meio as pinturas rupestres do Cânion Guartelá. Já imaginou a vista do outro lado? Nós garantimos que é incrível!

Turismo contemplativo: atrativos do Canyon Guartelá

Nesse passeio você vai desbravar e descobrir os encantos dessa região! É possível fazer duas trilhas diferentes pelo parque: a básica e a completa. Ambas são muito bem sinalizadas e com um nível moderado de dificuldade. A trilha completa tem aproximadamente 10 km com uma duração de 5 horas de caminhada, isso em um ritmo bem tranquilo, para que você tenha tempo de aproveitar cada pedacinho do canyon e ter ainda pausas de descanso. Ao chegar lá você irá receber algumas instruções do guia do parque que irá acompanhar o grupo durante a trilha, além do guia da Special Paraná que estará presente durante toda a viagem. Para a trilha completa é obrigatória a presença de um guia do parque. Já para a trilha básica não, mas ainda sim nós sempre recomendamos a presença de um guia, principalmente durante atividades de ecoturismo em que nem sempre você conhecerá os caminhos das trilhas e o nível de dificuldade.

Canyon Guartelá

Em meio as pinturas rupestres do Cânion Guartelá. Já imaginou a vista do outro lado? Nós garantimos que é incrível!

Na trilha completa do Canyon Guartelá você irá fazer uma caminhada exclusiva em trilhas que são restritas para somente 40 pessoas ao dia (20 pela manhã e 20 pela parte da tarde)! Lá estão o chamado Portal de Pedra, algumas pinturas rupestres, e claro, vistas incríveis do canyon! Você irá encontrar ainda os panelões, que são algumas formações rochosas no rio – parecem banheiras de hidromassagem naturais. Em dias quentes, ou até em dias com temperaturas mais amenas e a vontade bater, você poderá entrar nos panelões e recarregar as energias com um agradável banho de rio!

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Panelões Canyon Guartelá

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 As pinturas rupestres e os panelões são alguns dos principais atrativos do Canyon Guartelá

Em caso de chuva, essa trilha não é permitida, mas é possível fazer o passeio pela trilha básica que também passa pelos panelões. Serão disponibilizadas também capas de chuva. Ambos os trajetos, com sol ou chuva, também chegam ao principal atrativo do canyon: a Cachoeira da Ponte de Pedra (sim, é exatamente isso que você vai ver!) e um mirante com uma linda vista para o Rio Iapó. Um passeio contemplativo para se encantar com toda essa natureza e para ficar feliz consigo mesmo, com todas as energias positivas que esse lugar guarda e com a sensação de missão cumprida ao chegar ao final da trilha!

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 A curiosa Ponte do Rio de Pedra e o mirante para uma das vistas mais bonitas do passeio!


Como reservar esse passeio para o Canyon Guartelá?

O passeio dura aproximadamente 12 horas e tem saídas de quarta a domingo. Se você quiser fazer outro dia, entre em contato para verificarmos a disponibilidade e preço. Agende antecipadamente e garanta seu lugar! Você poderá parcelar em até 3x sem juros.

INFORMAÇÕES E RESERVAS 

 

O que levar para o Canyon Guartelá?

Por ser uma atividade em meio a natureza, alguns itens são recomendados:

  • calçados confortáveis e que te passem segurança
  • roupas adequadas para caminhadas
  • protetor solar e se achar necessário um boné ou chapéu, visto que a trilha é praticamente inteira a céu aberto
  • repelente – há muitos borrachudos por lá!
  • roupas de banho e toalhas, caso você queira entrar nos panelões e tomar um banho de rio
  • um lanche e uma garrafa de água estão inclusos nesse roteiro, mas se você achar necessário, leve mais uma garrafinha para você ou algum outro lanche de sua preferência
  • máquina fotográfica 

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Algumas outras recomendações importantes! Quem conhece o nosso limite é apenas nós mesmos, certo? Então caso você tenha alguma dificuldade durante o trajeto, ou algum problema de saúde, avise os guias que estarão com você. Cuide também com o lixo, para não deixar nada por lá ou em lugares inapropriados – guarde com você ou espere até chegar em uma lixeira. Até mesmo cascas de frutas você não deve jogar no chão, pois pode influenciar a fauna e a flora do local.

Em relação à dificuldade da trilha no Canyon Guartelá, você pode ficar mais tranquilo. A maioria das pessoas consegue fazer sem nenhum problema, pois durante as caminhadas é possível fazer algumas pausas e grande parte da trilha é feita de passarelas de madeira. Em algumas partes você terá que subir e descer por pedras, mas terá o apoio dos guias. A subida mais cansativa é na volta, mas é como se estivesse subindo uma rua normal, devido ao seu calçamento de pedra. Aproveite também para se desconectar: lá não tem sinal de celular e nem de internet!

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Confira outras imagens do Canyon Guartelá:

Ficou interessado por esse roteiro? Em nosso Guia de Curitiba você encontrará outras dicas para deixar sua viagem ainda mais incrível – baixe já, é gratuito!

 

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Lapa: uma viagem ao passado pertinho de Curitiba

Lapa: uma viagem ao passado pertinho de Curitiba

Já havia ido para Lapa outras vezes, mas como é uma cidadezinha muito simpática, resolvi voltar e explorá-la com mais detalhes e relatar para nossos leitores e clientes.

  • Está procurando por passeios para a Lapa? Temos passeios privativos saindo de Curitiba para a Lapa de terça à domingo. Para mais informações e reservas, é só clicar aqui!

A Lapa está a somente 70 km de Curitiba, na região dos belos Campos Gerais. Uma cidadezinha linda que retrata muito bem o Brasil do século XIX. A cidade começou com os tropeiros, o que está muito bem ilustrado na entrada da cidade em um belo mural do Poty Lazzarotto.

Tropeiros eram os transportadores do Brasil antes de termos rodovias e ferrovias. Os produtos do nosso país eram transportados por mulas que eram guiadas pelos tropeiros. Eles levavam de tudo para vender e também eram o “correio” da época. Como precisavam descansar a cada 40 km, muitas cidades se originaram por influência deles entre Viamão (RS) e Sorocaba (SP). Os tropeiros existiram no Brasil do século XVII até 1920, aproximadamente. A Lapa é um belo exemplo do tropeirismo no Brasil e você poderá perceber isso em vários detalhes durante a sua visita.

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Na Lapa você encontrará muitos registros sobre o tropeirismo no Brasil. Foto: Special Paraná

É bom começar a visita à Lapa na Central de Informações em frente à Praça General Carneiro. Ali você poderá assistir a um vídeo curto sobre o Cerco da Lapa. A maioria dos lugares que você visitará fará referência ao Cerco e é bom saber do que se trata para aproveitar mais a visita.

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Na Praça General Carneiro você encontrará o Central de Informações da cidade. Foto: Special Paraná

O Cerco da Lapa foi uma batalha que durou 26 dias durante a Revolução Federalista em 1894. Os lapeanos receberam a tarefa de frear o avanço dos sulistas maragatos que estavam sob a direção do general Gumercindo Saraiva e que já haviam tomado Curitiba. Para tanto, a cidade recebeu o mineiro General Carneiro, que comandou um exército local formado em sua maioria por civis que lutaram bravamente durante 26 dias até terem que capitular. Apesar da derrota, como a batalha durou tantos dias, o exército republicano (pica-paus) pode ser organizar e derrotou mais tarde os maragatos. Há referências do cerco nos museus da cidade e a Lapa se orgulha muito deste episódio do seu passado.

O centro histórico da Lapa é muito bem cuidado – você não verá postes de eletricidade e as casas estão muito bem preservadas. Você poderá visitar a maioria dos lugares caminhando e prepare-se para fotografar o casario histórico da cidade. Cada museu tem monitores que contarão sobre a história e curiosidades de cada local – muito instrutivo e bacana!

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Aproveite para tirar belas fotos do casario histórico da Lapa! Foto: Special Paraná

Com um cupom de ingressos que custa somente R$ 3,00, você poderá visitar três locais mantidos pela prefeitura: o Theatro São João, o Museu Histórico e o Museu de Armas. A Casa Lacerda é um museu federal e a entrada custa R$ 2,00.

Principais atrações turísticas da Lapa

Logo ao lado da Central de Informações está o Museu Histórico da Lapa, que retrata um pouco mais da história da cidade através de peças raras que tratam da Revolução Federalista e do Cerco da Lapa.

Na mesma praça está o Theatro São João, um simpático teatro com fachada amarela e interior de madeira que funciona até hoje. Ele recebeu a visita ilustre de Dom Pedro II e da imperatriz em 1880.

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Interior do Theatro São João. Foto: Special Paraná

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Fachada do Teatro. Foto: Special Paraná

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Placa que representa a visita imperial em 1880. Foto: Special Paraná

A Igreja Matriz de Santo Antônio é uma construção típica do período colonial do Brasil, com sua fachada característica. Ela foi finalizada em 1784 e faz parte do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional.

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A Igreja Matriz é uma construção do período colonial. Foto: Special Paraná

A Casa da Memória é mais conhecida como Casa dos Cavalinhos. Repare nos cavalos alados que enfeitam sua fachada. A história da casa é bem romântica: um jovem pobre da Lapa amava uma moça de família mais rica, que não permitia o casamento. Uma noite, ele sonhou com 10 cavalos alados, sendo que dois deles estavam escondidos nas nuvens. No dia seguinte, ele foi à Curitiba e jogou na loteria federal no número 10 e ganhou o maior prêmio. Assim, ele pôde se casar e construiu a casa para sua família em 1888. Os cavalos alados enfeitam a fachada e o interior da casa é decorado com nuvens nas paredes. A casa abriga hoje livros raros, muitos deles trazidos por lapeanos que foram estudar fora do Brasil.

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Repare nos cavalos alados da fachada! Foto: Special Paraná

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Atualmente a casa abriga livros raros. Foto: Special Paraná

Os famosos biscoitos da Lapa podem ser encontrados na lojinha Biscoiteira, que está ao lado da Casa dos Cavalinhos. Ali também é bom para uma parada para sorvete ou água.

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Não deixe de provar os tradicionais biscoitos da Lapa. São uma delícia! Foto: Special Paraná

O Panteon dos Heróis chama a atenção por seus canhões e sua fachada imponente. No local estão os restos mortais dos lapeanos que morreram durante o Cerco da Lapa, em sua maioria civis.

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Um dos canhões no Panteon dos Heróis. Foto: Special Paraná

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Fachada do Panteon. Foto: Special Paraná

Para conhecer como vivia uma família abastada do interior do Paraná no século XIX, uma visita à Casa Lacerda é obrigatória. A família era a mais influente da Lapa e a mobília da casa é original, doada pela sua última proprietária e transformada em museu federal.

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Casa Lacerda é um dos principais pontos para se visitar! Foto: Special Paraná

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A mobília da casa é original. Foto: Special Paraná

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A Casa Lacerda é um museu federal. Foto: Special Paraná

O Museu de Armas funciona onde antes era a antiga cadeia da cidade. Ele abriga uma coleção vasta de armas de diferentes épocas: a revolução federalista e a primeira e segunda Guerras Mundiais.

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Museu das Armas: antiga cadeia da cidade. Foto: Special Paraná

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O museu abriga uma vasta coleção de armas. Foto: Special Paraná

Na Lapa você não pode deixar de experimentar a gastronomia tropeira, servida em restaurantes charmosos como o Lipski ou o Casarão. A comida tropeira se originou no século XVII e você poderá experimentar a quirera tropeira, a paçoca de charque, torresmo, ovo frito, arroz e virado tropeiro. Vale a pena deixar a dieta de lado e experimentar tudo!

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Imperdível gastronomia tropeira! Foto: SECOM – Lapa.

A Casa Vermelha tem venda de artesanato e produtos da região, como uma famosa cachaça. Há duas salas dedicadas à cultura lapeana. As exposições são tímidas, mas vale passar lá: o tropeirismo e a congada. A congada é uma manifestação religiosa para comemorar o dia de São Benedito. A tradição é muito forte entre os negros da Lapa e continua acontecendo até hoje, sempre no dia 26 de dezembro.

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Na Casa Vermelha você visitará as exposições sobre o tropeirismo e a congada. Foto: Special Paraná

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Foto: Special Paraná

Na Lapa ainda há o Santuário de São Benedito. Imponente e muito bonito, é o maior santuário dedicado a São Benedito em todo o mundo!

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O Santuário de São Benedito com a sua impressionante arquitetura. Foto: Special Paraná

A Avenida Manoel Pedro é muito simpática, com seu calçadão ao centro, bancos e árvores frondosas. Você verá ali famílias passeando, pessoas se exercitando ou simplesmente descansando. A avenida era chamada antes Rua das Tropas e era por ali que os tropeiros chegavam à cidade.

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Avenida Manoel Pedro, antes chamada de Rua das Tropas. Foto: Special Paraná

Nesta avenida está a Panificadora Zeni, onde você poderá experimentar a famosa Coxinha de Farofa. Diz-se que a invenção aconteceu em uma festa de São Benedito, quando o salgado foi feito com sobras de farofa de frango e massa de pastel. É uma delícia – não deixe de experimentar. Na Panificadora também há tortas e doces deliciosos. Vale a pena uma paradinha!

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A coxinha de farofa é uma das tradições gastronômicas da cidade. Foto: Special Paraná

No passado, a erva mate foi muito importante para a economia da Lapa. Desta época, ainda é possível ver a Hervateira Legendária, onde funciona o Museu do Mate (somente com agendamento). Foi o primeiro engenho de erva mate da cidade, inaugurado em 1884.

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Primeiro engenho de erva mate da cidade, atualmente funciona o Museu do Mate. Foto: Special Paraná

A 3,5 km da Lapa, com acesso precário por uma estrada muito esburacada (março de 2016), está o Parque Estadual do Monge. Apesar da estrutura abandonada, de responsabilidade do governo do Estado do Paraná, o local atrai muitas pessoas. Do centro da Lapa já é possível avistar as formações rochosas (escarpas) que formam o parque. Além da paisagem interessante e da vista privilegiada da Lapa, muitas pessoas vão ao Parque do Monge pelo aspecto espiritual. Nele morou no século XIX o Monge João Maria, que tinha fama de curandeiro. Muitas pessoas ainda hoje rezam para o monge e deixam ali velas e seus agradecimentos por graças recebidas. Venha de tênis: há muitas escadas e lugares escorregadios. Traga água e lanche, pois não há nenhuma lanchonete ou restaurante no local.

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Foto: Special Paraná

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Foto: Special Paraná

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Foto: Special Paraná

 

Quer conhecer a Lapa? Temos passeios privativos saindo de Curitiba para a Lapa de terça à domingo. Visite a Lapa com nossos queridos guias e experimente a comida tropeira no almoço. Para mais detalhes e reservas, é só clicar aqui.

A estrutura de hospedagem na Lapa é tímida. Além da Lapinha, um spa muito conceituado que está na área rural da cidade, há somente a Pousada Tropeira (no centro da cidade) e o Hotel Tropeiro (na rodovia, próximo à entrada da cidade). Se optar por pernoitar na Lapa, uma recomendação é jantar no charmoso Restaurante Expedito.

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Fachada da Pousada Tropeira e detalhe do Restaurante Expedito. Foto: Special Paraná.

Encontre outras dicas sobre Curitiba e região em nosso guia – é gratuito!

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Bibiana Antoniacomi, turismóloga e profissional de turismo desde 1995 e proprietária da Special Paraná Turismo & Eventos desde 2007.

Colônias Holandesas: roteiro imperdível em um passeio perto de Curitiba

Colônias Holandesas: roteiro imperdível em um passeio perto de Curitiba

A Colônia Castrolanda está localizada na cidade de Castro, no Paraná, e em uma área original de 5000 hectares, foi a nova casa dos imigrantes holandeses, que motivados pelos cenários incertos nos primeiros anos pós-guerra, deixaram sua terra natal em 1951 e se estabeleceram no Paraná. Essa riqueza fundiária era até então impensável na Holanda, e com a simples união dos nomes de Castro e da Holanda, nasceu a Colônia e a Cooperativa Agropecuária Castrolanda.

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Com a chegada das famílias holandesas, veio também toda uma infraestrutura agropecuária e para indústria de laticínios. Exposição no Memorial da Imigração Holandesa. Foto: Special Paraná.

Mas nem tudo foi tão simples assim. Os pioneiros tiveram muito trabalho por aqui e precisaram superar a fase de adaptação no Brasil, uma vez que problemas como doenças desconhecidas no gado e a falta de assistência técnica eram muito recorrentes no início. No entanto, com a chegada das famílias imigrantes, toda infraestrutura de gado leiteiro, tratores e equipamentos para a indústria de laticínios vieram também, possibilitando o desenvolvimento de Castrolanda.

Capital do leite

Atualmente, a Cooperativa Castrolanda tem se dedicado com a expansão dos negócios, conquistando cada vez mais espaço entre as grandes e melhores cooperativas do Brasil. O crescimento deles é muito promissor! Castro é, inclusive, conhecida como a capital do leite, devido a sua produtividade e qualidade. Sendo autoridade no assunto, a cidade promove no mês de outubro o Agroleite, um importante evento técnico que visa todas as fases da cadeia do leite, com uma programação que busca apresentar o potencial da produção do leite da região. É o mais completo evento para quem deseja lançar produtos, tecnologias e serviços, além de excelente fonte de informações e oportunidade para networking. A edição Agroleite 2016 já está marcada marcada para os dias 18 a 22 de outubro.

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Portal Cidade do Leite. Foto: divulgação


O Agroleite é um dos principais eventos do setor. Foto: divulgação

O Agroleite é um dos principais eventos do setor. Foto: divulgação

A Cooperativa foi também responsável pela construção do Museu do Imigrante, inaugurado em novembro de 1991, e abriga a história dos pioneiros holandeses que desbravaram a região leste de Castro. O museu é como uma casa de aparência rústica, em formato europeu. Os objetos e móveis foram doados pela família da Colônia. Atualmente, está sendo construído um novo museu, o Centro Cultural Castrolanda, que visa ampliar as áreas de acervo e do patrimônio histórico da colônia. Quando tivermos mais novidades, contaremos aqui no blog!

De Immigrant: um dos maiores moinhos fora da Holanda

Em Castrolanda você terá a chance de conhecer o moinho De Immigrant – O Imigrante – inspirado no Woldzigt localizado em Dentre, terra natal de muitos imigrantes holandeses. As asas do moinho têm uma envergadura de 26 metros, de ponta a ponta, e altura de 37 metros, do chão até a ponta da asa na vertical! O moinho por si só já é uma atração muito curiosa e bonita, mas dentro dele fica localizado o Memorial da Imigração Holandesa, em homenagem aos imigrantes que vieram para o Paraná na década de 50. O museu, também chamado de “o moinho”, foi inaugurado em 2001, ano de comemoração dos 50 anos da Colônia Castrolanda. Os moinhos são símbolos da Holanda e também logomarca da cooperativa.

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Moinho De Immigrant em Castrolanda – é também o Memorial da Imigração Holandesa. Foto: Special Paraná

Dentro do memorial mais uma viagem no tempo. Os visitantes podem subir quatro andares, tendo a chance de saber mais sobre a imigração, a história da colônia e da cooperativa e se deslumbrar com a arquitetura do local – muito curiosa, toda em madeira, construída sem pregos! O espaço conta ainda com uma biblioteca comunitária e uma réplica de um bar típico holândês, um “Kroeg”. Aproveite também a loja de souvenirs! O Memorial da Imigração Holandesa está aberto para visitação de sexta a domingo e feriados, das 14h às 18h. Ele está fechado nas segundas e para os outros dias apenas com grupos agendados de no mínimo 10 pessoas.

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Instrumento musical com referência aos Notenkraker, movimento de músicos holandeses. Foto: Special Paraná


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Tamancos de madeira, sapatos típicos holandeses. No Memorial você pode tirar foto com eles! Foto: Special Paraná.

Para almoço ou café, a parada pode ser feita dentro do próprio moinho. A Estação Cafe de Molen é um espaço típico holandês, que oferece opções para o almoço diariamente, e aos sábados domingos e feriados trabalha com cardápios especiais. Também aos fins de semana ou feriados eles servem um delicioso café a partir das 15h – outros dias somente com reserva.

Maior museu histórico a céu aberto do Brasil

Ao chegar em Carambeí, mais um pouco de história sobre a imigração holandesa. E aqui, as memórias são muito reais. No Parque Histórico de Carambeí, foi construído o maior museu histórico a céu aberto do Brasil, com uma área de 100 mil m². Em meio a belos jardins, construções das décadas de 30 a 50 foram reproduzidas, fazendo os visitantes imaginarem com muita facilidade como eram as coisas durante a época da imigração. O memorial  foi criado com o objetivo de resgatar e difundir a história da imigração da região, além de preservar a história e a memória dos imigrantes, que deixaram um importante legado para a formação de Carambeí.

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Logo na entrada do Parque, você irá atravessar um pequeno canal por uma ponte pênsil trazida da Holanda! Foto: Parque Histórico de Carambeí

A estrebaria, construída em 1946 e considerada um patrimônio histórico, tornou-se a primeira ala do museu do Parque Histórico, que antigamente servia como curral, depósito de equipamentos agrícolas, galinheiro, e agora abriga coleções da instituição. Lá, em 2001, foi inaugurada a Casa da Memória. Já em 2011, foi inaugurada uma nova ala: a Vila Histórica, uma reprodução da Colônia Carambehy. Com réplicas de casas, escolas, fábrica de laticínios, antigo matadouro e até da igreja com um cemitério ao lado, os espaços contam com ambientes decorados e com objetos da época, que remetem aos primeiros anos da imigração, possibilitando aos visitantes uma percepção bem realista de como foi a vida dos colonos na comunidade. O Parque das Águas é a mais nova ala do museu, inaugurado em 2015. Ele foi inspirado no Zaanse Schanas, um parque ambiental holandês, e vai reproduzir a relação da Holanda com os recursos hídricos.

Curiosidade! Em Carambeí também foi formada a primeira cooperativa industrial do Brasil, atualmente conhecida como Batavo!

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Arquitetura e muita cultura! Foto: Parque Histórico de Carambeí


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Fotos: Special Paraná


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Foto: Special Paraná

Uma imersão interessante na história Brasil e Holanda, em que ao mesmo tempo é possível conhecer a história e a cultura dos imigrantes, e também apreciar a arquitetura e as belezas naturais do Parque! Esse é um passeio perto de Curitiba, para curitibanos e turistas aproveitarem a região de uma maneira diferente, com paradas para descanso e conhecimento – ah, não esquece a máquina fotográfica, o visual é irresistível! Ao final do passeio, é possível dar uma passadinha na loja de souvenirs, com muitas coisas legais para levar de recordação e até mesmo como decoração.

O Parque Histórico de Carambeí abre para visitação de terça a domingo, das 11h às 18h. Na Casa da Memória a entrada é gratuita. Para conhecer as outras alas é cobrado R$ 15,00 por pessoa. Crianças de 7 a 12 anos, estudantes, professores, doadores de sangue mediante comprovação pagam meia entrada. Crianças até 6 anos e pessoas acima de 60 anos ficam isentos.

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Que tal levar uma recordação de Carambeí para casa? Foto: Parque Histórico de Carambeí

Tortas e mais tortas no Frederica’s!

Essa dica é mais do que especial – e também muito gostosa! Para os amantes de doces, e principalmente de tortas, o Frederica’s Koffiehuis é parada obrigatória durante o passeio. Localizada em Carambeí, você vai encontrar os mais variados tipos de tortas doces e empadões, em um espaço bem agradável e aconchegante. Uma parada para todos os gostos! Aos fins de semana o local conta com música ao vivo, e de quarta a sexta-feira eles oferecem um happy hour, com cervejas especiais e porções à preços promocionais. O horário de funcionamento é de quarta a sexta-feira, das 14h às 21h, e aos fins de semana das 14h às 20h. Avenida dos Pioneiros, 1010 – Carambeí – (42) 3231-4401. Para encerrar o seu passeio para as Colônias Holandesas com chave de ouro, não é mesmo?

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Lindo espaço do Frederica’s para aproveitar as deliciosas tortas! Foto: divulgação.


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Torta morango crocante do Frederica’s! Foto: divulgação

Gostou dessa dica de passeio perto de Curitiba? Aproveite para baixar nosso Guia Virtual e encontre muitas outras sugestões – é gratuito!

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Colônia Witmarsum: uma experiência alemã pertinho de Curitiba

Colônia Witmarsum: uma experiência alemã pertinho de Curitiba

Fazer uma viagem para Curitiba é a oportunidade de conhecer vários pedacinhos do mundo na mesma região. Isso porque muitos imigrantes chegaram por aqui e deixaram um legado importante para a construção da nossa história. É o caso da Colônia Witmarsum, localizada a aproximadamente 60 km de Curitiba. Em uma viagem de menos de uma hora você poderá saber um pouco mais sobre os menonitas que chegaram ao Brasil e vivenciar uma experiência alemã!

A Colônia Witmarsum foi criada por imigrantes menonitas vindos da cidade de Witmarsum em Santa Catarina. Com origem na Frísia, atual Holanda e Alemanha, os menonitas chegaram em SC em 1930, quando os emigrantes compraram em 1951 a antiga Fazenda Cancela no município de Palmeira. Foi então fundada a Colônia Witmarsum, um lugar para morar, trabalhar, praticar a religião e os costumes alemães e menonitas. Com muito esforço e dedicação, a Colônia é agora referência na excelência dos laticínios e outros produtos agropecuários, além de ser um atrativo turístico diferente e muito agradável!

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A Colônia Witmarsum conta com aproximadamente 2000 habitantes, sendo que 1200 são menonitas e eles procuram manter vivas as tradições e a cultura alemã, desde o idioma até a típica gastronomia. Você poderá se encantar com a bela paisagem dos campos gerais e aproveitar a tranquilidade da região. Um roteiro nada óbvio que pode deixar a sua viagem mais interessante!

→ Combine seu passeio para a Colônia Witmarsum com Vila Velha em um dia!

Para saber mais sobre a história da Colônia, o Museu de História Witmarsum é parada obrigatória. O espaço, que é a antiga casa grande da Fazenda Cancela, tem um ar bucólico logo na entrada. O museu possui um acervo completo que vai deixar o seu passeio muito mais informativo e atrativo. São roupas antigas, móveis, fotos, objetos usados pelos menonitas, tudo bem organizado nos cômodos da casa.

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Uma viagem no tempo, não é? O museu abre aos fins de semana e feriados, das 14h às 17h. Para visitas durante a semana é necessário agendamento com antecedência pelo telefone (42) 3254-1347. É cobrado também uma entrada de R$ 5,00. O historiador Heinz Egon Philippsen trabalha no museu e pode contar mais detalhes sobre a história dos menonitas e da colônia! O encontro não possui hora marcada – ele começa a explicação a medida que os visitantes vão chegando. Por ser um passeio histórico, o acompanhamento de um guia de turismo pode fazer toda a diferença – ao reservar o seu passeio conosco para Witmarsum você terá um guia exclusivo para você, em um tour privativo. Mais informações e reservas aqui!

Bem ao lado do museu há um centro de informações turísticas que também comercializa alguns produtos locais. O local é bem charmoso!

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Para o almoço, aproveite a gastronomia típica alemã da região! No restaurante Bela Vista você encontrará deliciosos pratos a la carte e muito tradicionais, como marreco recheado, spätzli, chucrute, kassler, joelho de porco, salsichas entre outros. Não deixe de pedir o suco natural de amora – é muito saboroso e fresquinho! Para a sobremesa, o imperdível strudel de maçã com sorvete. Lá você poderá comprar também algumas coisas para levar, como queijos – especialidade da região – e até mesmo o strudel para assar em casa.

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Um café da tarde também pode ser uma boa opção para o passeio! A Confeitaria Kliewer serve um ótimo café colonial e também vende pedaços de torta, salgados, pães caseiros e bolachas que você pode comer lá mesmo ou comprar para levar. Possui uma estrutura bacana para as crianças, com parquinho próprio, em um espaço rústico muito agradável. Para fechar com chave de ouro o dia de passeio!

Na Colônia Witmarsum você vai encontrar ainda várias lojas de artesanato e aos fins de semana, em frente ao mercado central, acontece a Feirinha do Produtor, com várias delícias caseiras como geleias, bolachas, massas e conservas para você levar para casa. No mercado central você encontra os queijos da marca Witmarsum Cooperativa – de vários tipos, produzidos na região! A produção de queijos finos começou em 1999 com a ajuda de um mestre queijeiro suíço e hoje abastece toda a região de Curitiba e vários outros estados. Há queijos minas frescal, ricota fresca, asiago, colonial, camembert, brie, appenzeller, emmental, raclette e fondue. Uma delícia!

Dica: Para melhor armazenar os produtos durante o passeio você pode levar um isopor ou bolsa térmica, ou ainda se preferir, deixar para comprar mais para o final do dia – procure confirmar no local o horário de funcionamento.

Bem em frente ao Café Kliewer está a loja Toll, que vende coisas muito fofas importadas da Alemanha, como os famosos “Räuchermännchen”, que são simpáticos bonequinhos em formatos variados para colocar um incenso especial, em formato triangular, que também é vendido no local. Uma maneira divertida e original de deixar a casa perfumada. Há ainda relógios cuco originais e vários objetos de decoração, além de alguns produtos da colônia.

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Witmarsum agora também tem uma microcervejaria, a Usinamalte, que produz cervejas deliciosas no local. É possível comprar a cerveja de lá em vários restaurantes e cafés. Vale a pena experimentar!

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Uma outra recomendação bacana é fazer o passeio de trator na Tracktur. Há roteiros de 10 e de 25 minutos por dentro de uma propriedade rural de Witmarsum. Uma experiência bem legal para toda a família! Sábados e domingos também é possível para as crianças anderem de pôney na Ponyland.

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Aos sábados de manhã acontece uma Feira Gastronômica em frente à Cooperativa das 9 às 12h. Ali você encontrará produtos típicos alemães como cucas, stolen, strudel de maçã, biscoitos e outras delícias. Em outros dias da semana você poderá encontrar alguns destes produtos no posto de informação turística e no comércio local.

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Witmarsum é um destino bem diferente a somente 65 km de Curitiba.
Um lugar agradável e muito tranquilo. Não espere um vilarejo com praça e um “centrinho”. As propriedades estão um pouco afastadas uma das outras, pois era uma antiga fazenda que foi dividida entre os colonos e cada um foi desenvolvendo suas atividades com o passar do tempo. Hoje, várias propriedades estão voltadas ao turismo e o número de visitantes aumenta a cada ano, principalmente nos finais de semana.

Quer conhecer Witmarsum? Nós te levamos!

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Você sabia que também é possível agendar visitas técnicas na área de agropecuária? São visitas para conhecer as produções de leite, soja, milho, feijão, entre outros. Entre em contato conosco – (41) 3232-1314 ou info@specialparana.com – para mais informações e orçamentos!

Curiosidades sobre os menonitas e Witmarsum

  • os menonitas não vieram diretamente da Alemanha – antes disso eles já haviam migrado para a Rússia, mas mesmo assim procuravam manter as tradições alemãs. Eles só fugiram da Rússia em 1929 quando seriam obrigados a prestar serviço militar;
  • o bairro Boqueirão em Curitiba também recebeu na época muitos menonitas, e a atividade leiteira desse grupo era muito importante para suprir a produção de leite consumido pela população da capital;
  • os moradores da colônia falam Alemão fluente e na escola pública de Witmarsum as crianças recebem aulas de alemão;
  • a Cooperativa Witmarsum trabalha na produção de queijos finos e leite de alta qualidade. O diferencial está na bacia leiteira da colônia que permite uma coleta rápida, já que os produtores estão perto da unidade de beneficiamento, o que proporciona melhor qualidade. A altitude de 1000 metros acima do nível do mar, as pastagens nutritivas e o clima temperado também são fatores importantes para o bem estar das vacas de raças holandesa e pardo suíço. Minas, ricota fresca, asiago, brie, raclette, entre outros, fazem parte dos produtos da cooperativa.

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  • segundo o pastor Fridbert August, “os menonitas são ‘anabatistas‘, ou seja, fazem parte do grupo pós-reforma de Lutero, que, além do acesso à Bíblia para todos os cristãos (uma das principais conquistas de Lutero), também defendiam a separação Estado-Igreja e o batismo de adultos. Na prática, hoje, os menonitas são caracterizados por buscarem seguir diariamente os ensinamentos de Jesus, pelo pacifismo e também pela vida em comunidade – a Colônia Witmarsum é um ótimo exemplo disso”;
  • os Amish são um grupo cristão conservador que mora nos Estados Unidos e Canadá. Eles são “primos” dos menonitas e também são descendentes dos anabatistas, mas os menonitas são mais progressistas e menos rigorosos. Os Amish, por exemplo, são restritos quanto ao uso da tecnologia, como automóveis e telefones.

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Fotos: Special Paraná

Guia de turismo: saiba a importância dele para sua viagem

Guia de turismo: saiba a importância dele para sua viagem

Nós da Special Paraná somos uma agência de turismo receptivo aqui em Curitiba e gostamos de encantar nossos clientes, e o guia de turismo é uma peça fundamental desse processo! É ele que irá acompanhar os turistas durante os passeios agendados, deixando o tour ainda mais divertido e interessante. O guia de turismo é um profissional capacitado para enriquecer sua viagem de informações e para acompanhá-lo durante a descoberta de um lugar novo. Independente do número de pessoas que estão viajando – inclusive se você vier sozinho – o guia é o profissional ideal para orientar o passeio.

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O guia de turismo é o profissional ideal para orientar o passeio! Foto: Special Paraná

Essa é uma profissão regulamentada pela Lei Federal 8.623/93 e o guia de turismo é qualificado e capacitado em cursos específicos habilitados pelo Ministério do Turismo. Assim, quando você for reservar o tour, saiba que é um direito seu ter um guia o acompanhando nos passeios. Vale a pena atentar-se a isso em sua próxima viagem! Quando desconfiar que não é um guia que o está atendendo, você pode pedir a credencial do profissional, certificando-se de que não está sendo recebido por alguém que exerce ilegalmente a profissão, ou seja, que não possua o preparo técnico-profissional regulamentado.

“Art. 2º Para os efeitos desta lei, é considerado Guia de Turismo o profissional que, devidamente cadastrado no Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), exerça atividades de acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos, em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais, internacionais ou especializadas”.

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Modelo de uma credencial de guia de turismo

Como em toda profissão, existem os bons e não tão bons assim, não é mesmo? Por isso nós priorizamos um processo de seleção adequado para a contratação dos guias, disponibilizamos uniformes e agendamos treinamentos. Nós contamos ainda com guias que estão sempre atualizados com o que acontece na cidade, para garantir que quando você venha conhecer Curitiba tenha a melhor experiência!

Nossa equipe trabalha diariamente com turistas e por isso nos atentamos em contratar o guia certo para o perfil do cliente e até mesmo do passeio. O idioma, por exemplo, é um dos principais cuidados. O ideal é que o guia fale, além do idioma local, o mesmo do viajante! Assim, o turista se sente mais a vontade e com certeza terá um passeio mais instrutivo, além de levar uma boa impressão da viagem como um todo e também de quem os atendeu.

Para evitar confusões:

  • Guia de turismo e guia turístico

Muita gente confunde os termos, mas guia turístico são aqueles guias de papel, que você pode encontrar em livrarias e bancas. Eles também são muito úteis e informativos durante uma viagem, e podem ajudar para o planejamento já que possuem dicas locais, informações do destino e fotos.

  • Diferenças entre o guia regional, nacional e internacional

A profissão de guia de turismo também é segmentada por algumas categorias. O guia regional acompanha o turista em roteiros locais ou intermunicipais de uma Unidade da Federação (UF). Já o guia nacional atua em âmbito nacional ou na América do Sul, devendo ter todas as atribuições técnicas e administrativas necessárias para a realização da programação. O guia de turismo internacional cumpre com as atividades do guia nacional em outros países.

  • Onde é possível fazer o curso?

Para fazer o curso de guia de turismo em Curitiba você encontrará informações no SENAC e também em alguns colégios estaduais. Procure confirmar se o curso é habilitado pelo Ministério do Turismo.

  • Motorista não é guia de turismo!

Os motoristas também são muito importantes durante os passeios, afinal eles são responsáveis pelo transporte e segurança dos turistas. No entanto, eles não são credenciados para fornecer as informações ou instruir um passeio. Mas atenção: um guia de turismo pode ser o motorista de seu passeio privativo! Procure saber com a agência que você está pesquisando.

Nós valorizamos o guia de turismo e entendemos a importância deles para os nossos turistas. Pensando nisso, nós gravamos um vídeo com os guias que trabalham regularmente com nossos clientes para vocês os conhecerem um pouquinho! Eles fazem um convite especial para conhecer a cidade de Curitiba, olha só:

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Turismo receptivo confiável

Turismo receptivo confiável

Nós já escrevemos aqui no site sobre os trabalhos de uma Agência de Turismo Receptivo, e inclusive demos 10 razões para contratar os serviços de uma agência de receptivo. Como em todas as atividades e profissões, há agências e agências… Nem todas são tão boas assim e você precisa ficar de olho em alguns aspectos. Poder contar com um turismo receptivo confiável fará toda a diferença durante o planejamento de sua viagem, e também durante a sua estadia na cidade. Então, agora você pode ler – e anotar – algumas questões para você ter em mente antes de contratar uma agência de turismo receptivo séria:

– É uma empresa mesmo ou somente uma pessoa que lhe aborda em um lugar público lhe oferecendo passeios?

Fique atento, pois você poderá ter problemas com “empresas” que lhe abordam em lugares públicos, principalmente se houver uma diferença de preços grande. Turismo é coisa séria e você provavelmente não contrataria um médico, engenheiro ou qualquer outro profissional que lhe abordasse na rua, não é?

– A empresa tem um telefone fixo e também um telefone de plantão para emergências?

Se a empresa tiver uma sede, você pode ficar tranquilo que alguém estará lá para lhe dar apoio.  É telefone de uma empresa mesmo ou é de uma residência, na qual uma criança ou diarista atende e não sabe de nada? Se for um “one man show”, ou seja, um faz-tudo que tem somente um celular, você não poderá contar necessariamente com esta pessoa se ela estiver atendendo alguém ou se estiver em uma área sem cobertura de celular. Pense comigo, se você fosse o cliente desta “agência”, gostaria que ficassem lhe interrompendo o atendimento para que a “agência” resolvesse problemas de outras pessoas por telefone?

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É importante saber com quem está falando, para evitar problemas futuros. Telefone e endereço são dados importantes.

– O passeio inclui um Guia de Turismo?

Esta é uma questão importante, por que a profissão de guia de turismo é regulamentada no Brasil e somente pessoas que fazem o curso de guia, que dura mais de um ano, recebem a credencial do Ministério do Turismo. É um dever da agência de turismo e um direito seu exigir que os passeios tenham um guia de turismo. Muitas “agências” não contratam guia alegando que seus motoristas são experientes, que conhecem a cidade, etc. Não caia nessa… Já vi muitas situações no mínimo inusitadas com motoristas que simplesmente deixam os clientes em algum lugar e dizem “vão ali dar uma olhada e estarei esperando vocês na van”. Que informação é essa? As pessoas saem e voltam à van não sabendo nada sobre o que visitaram.

– O passeio é realizado conforme o descritivo?

Salvo por alguma questão climática ou de trânsito anormal, o descritivo do passeio deve ser seguido à risca pelo Guia de Turismo. Não aceite paradas em “lojinhas” recomendadas pelo guia e que não fazem parte do passeio. Algumas “agências” não pagam os guias adequadamente e estes incluem paradas em lugares que pagam comissões para aumentar seu salário ou ficam lhe oferecendo atividades opcionais durante todo o passeio. Fique de olho e não aceite se este for o caso!

– A agência de turismo receptivo atende no seu idioma ou em um que você domine?

Para brasileiros viajando para fora do Brasil, isso é importante, assim como para estrangeiros em visita ao nosso país. A agência de receptivo pode contratar um guia para atender o cliente no seu idioma durante o passeio, mas a equipe interna da empresa também deve ser bilíngue para tirar as dúvidas e atender rapidamente o cliente antes dele chegar ao destino.

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Suporte em seu idioma pode facilitar e muito a sua estadia no destino! Foto: Caroline Kwasnicki

– A agência está atualizada sobre a programação da cidade / região?

Há agências que “pararam” no tempo e oferecem somente determinadas coisas. Uma cidade/região é dinâmica e sempre acontecem mudanças. A agência só oferece determinado restaurante? Não sabe lhe dar dicas do que está acontecendo na cidade ou pelo menos indicar sites ou fontes de informação? Fique atento.

– A agência tem registro no Ministério do Turismo?

Por lei as empresas e profissionais ligados ao turismo precisam ter registro no Ministério do Turismo. Para você saber se a agência, guia de turismo, hotel, etc. está regularizado, você poderá entrar no site http://www.cadastur.turismo.gov.br/ e procurar em prestadores. O ideal é você saber o CNPJ para consultar mais rapidamente.

– Os veículos / barcos são segurados? A lista de passageiros está completa?

Existe uma legislação muito rigorosa no Brasil com relação a transporte de passageiros. É necessário, por exemplo, que a agência de turismo receptivo envie uma listagem com nomes e documentos de todos os integrantes do passeio para os órgãos competentes para qualquer deslocamento que saia dos limites da cidade ou área metropolitana. Só assim o seguro valerá em caso de algum acidente. É possível preencher alguns nomes a mais no início do passeio ou traslado, mas é recomendável que a lista esteja completa antes, pois em caso de perda ou dano à lista com os nomes preenchidos à mão, a seguradora poderá se recusar a pagar o seguro.

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Segurança no transporte é uma questão importante para o planejamento.

– A equipe da agência de receptivo usa uniforme?

É uma questão básica, mas muitas empresas ainda pecam neste aspecto. Pelo menos uma camiseta/camisa pólo é obrigatória no uniforme. Às vezes é necessário terceirizar determinado serviço, mas mesmo os terceirizados têm que se vestir adequadamente. Já vi várias cenas bizarras neste sentido: domingo de manhã no aeroporto e o motorista com plaquinha para buscar alguém de uma empresa estava de chinelo, bermuda e descabelado. Outra vez, no “receptivo” de um evento domingo à tarde em um hotel de luxo a senhora contratada estava com cabelo molhado, calça preta, camisa branca e havaianas. É o tipo de improviso que uma empresa de turismo receptivo séria não permite. Fique atento!

Para entender mais sobre o papel de uma agência de turismo receptivo em sua viagem assista a reportagem sobre Turismo Receptivo em Curitiba do programa Pequenas Empresas Grandes Negócios:

Encontre outras importantes dicas de turismo baixando agora nosso Guia de Curitiba – é gratuito!

 

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 Bibiana Antoniacomi, turismóloga e profissional de turismo desde 1995 e proprietária da Special Paraná Turismo desde 2007.

Natal no Parque Histórico de Carambeí

Natal no Parque Histórico de Carambeí

Em um de nossos últimos posts aqui no blog nós contamos um pouco mais sobre as Colônias Holandesas de Castrolanda e Carambeí – já está com mais de 10.000 likes, se você ainda não viu, corre lá ver em ➔ “Colônias Holandesas: roteiro imperdível em um passeio perto de Curitiba“. Mas hoje temos uma novidade, para curitibanos e turistas.

Nesse ano acontece a 5ª edição do Natal no Parque Histórico de Carambeí. O parque é o maior museu histórico a céu aberto do Brasil, e para enfeitar as reproduções das construções da época da imigração, foram necessários sete quilômetros de mangueira de luz para contornar o parque. Durante os dias 5, 12 e 19 de dezembro vai acontecer também o Auto de Natal, com o tema “Um Milagre em Belém”, com aproximadamente 600 voluntários, entre músicos, coralistas, atores e figurantes. E nós da Special Paraná queremos te levar para esse Natal cheio de luz lá em Carambeí!

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Foram necessários 7 km de mangueira de luz para contornar o parque! Foto: divulgação/APHC

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A magia do Natal chegou em Carambeí! Foto: divulgação/APHC

O Natal no Parque Histórico de Carambeí é considerado o maior evento natalino dos Campos Gerais, já consolidado na região. Nessa quinta edição do evento a Associação conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Carambeí, Rotary Club Ponta Grossa Alagados e o Rotary Club Carambeí com o objetivo de expandir a festividade. O espaço já é lindo durante o dia, e com toda essa iluminação no parque, não tem como dizer que a magia do Natal não chegou por lá!

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O Natal no Parque é considerado o maior evento natalino dos Campos Gerais. Foto: divulgação/APHC

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Um Milagre em Belém é o tema da edição desse ano! Foto: divulgação/APHC

Além do parque estar todo iluminado e decorado, os visitantes poderão se encantar com a comemoração do nascimento de Jesus, com a encenação do Museu Interativo, em meio as réplicas das construções da época, com atores representando o cotidiano dos imigrantes das décadas de 1930 e 1950, contação de histórias natalinas e visitação noturna a casa do Papai Noel! Para deixar o roteiro ainda mais gostoso, estará acontecendo também no parque uma Feira Gastronômica, durante os fins de semana, das 14h às 22h. Haverá vários estandes de tortas, incluindo o Frederica’s, comida árabe, espetinhos indonésios, porções de petiscos holandeses, cerveja artesanal e muita mais! Humm… um passeio imperdível, não é mesmo?

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Nós preparamos um roteiro especial para você, com saída de Curitiba. Foto: divulgação/APHC

Mas como nós queremos que você aproveite ao máximo os atrativos da região, queremos te levar para passar o dia nas Colônias, finalizando com a apresentação de Natal no Parque Histórico de Carambeí! Olha só o roteiro que programamos especialmente para as datas das apresentações. São apenas três dias em que o passeio começará saindo de Curitiba, às 12h.

12h – Saída de Curitiba para Castrolanda

14h30 – Café colonial no Estação Cafe de Molen, no moinho de Castrolanda

15:30 – Visita ao Memorial da Imigração Holandesa

16:30 – Saída de Castrolanda para Carambeí

17:00 – Visita ao Parque Histórico de Carambeí e Feira Gastronômica, com encenação do Museu Interativo

20:30 – Apresentação do Auto de Natal no Parque, Um Milagre em Belém

21:30 – Retorno para Curitiba, com chegada prevista para às 00h.

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O passeio para as Colônias Holandesas e o Natal em Carambeí acontece apenas nos dias 5, 12 e 19 de dezembro. Vai perder essa chance de ver um dos natais mais lindos da região? Foto: divulgação/APHC

Como reservar seu passeio para as Colônias Holandesas e o Natal no Parque Histórico de Carambeí:

➔ As saídas estão previstas para os dias 5, 12 e 19 de dezembro.

➔ Saída às 12h de um ponto central de Curitiba, confirmado depois da reserva.

Mínimo de 10 pessoas para confirmação do grupo – o passeio é regular, ou seja, outras pessoas podem ir com você ou seu grupo. Assim, mesmo para quem estiver sozinho, para casais ou grupos menores, o passeio pode ser confirmado com mais facilidade.

Está incluso no valor do passeio: o transporte ida e volta de van ou micro-ônibus, o acompanhamento de um guia de turismo exclusivo para o grupo, café colonial no Estação Cafe de Molen, no Moinho de Castrolanda, e as entradas para o Memorial da Imigração Holandesa e o Parque Histórico de Carambeí, que inclui a visita e a apresentação de Natal. Despesas pessoais, alimentação e bebidas na feira gastronômica, souvenirs e gorjetas, por exemplo, não estão inclusos no valor do passeio.

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Tudo iluminado no Parque! Foto: divulgação/APHC

➔ É um passeio de praticamente um dia inteiro, então procure ir com roupas e calçados confortáveis, não esqueça o protetor solar ou guarda-chuva (dependendo da previsão, mas vamos torcer para o sol acompanhar todo o passeio, né?) e não deixe de levar uma câmera fotográfica ou celular para registrar cada momento! Nós garantimos: as paisagens são lindas e as fotos podem ficar incríveis. Leve também dinheiro extra ou seu cartão, para os gastos não inclusos no valor do passeio.

O passeio completo possui o valor de R$ 195,00 – para crianças, estudantes, idosos e doadores de sangue o valor é de R$ 175,00. Você pode fazer sua reserva pelo telefone (41) 3232-1314 ou solicitando pelo e-mail info@specialparana.com – se tiver alguma dúvida, também não deixe de nos procurar!

Você pode ainda fazer a sua reserva online, em nosso site. Basta acessar: http://www.curitiba-travel.com.br/pt/colonias-holandesas-natal-parque-carambei 

➔ Para saber mais sobre os outros atrativos do passeio, leia nosso post: Colônias Holandesas: roteiro imperdível em um passeio perto de Curitiba. Lá você encontrará mais informações e fotos!

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Lembrando: reserve com antecedência! Bom passeio e um ótimo Natal, cheio de alegrias e prosperidades! Foto: divulgação/APHC

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